O Pescador e Sua Esposa
Um clássico conto moral recontado como um livro ilustrado à beira-mar sobre ganância e gratidão. Um pobre pescador captura um peixe encantado que concede desejos, mas os desejos cada vez maiores de sua esposa os levam em uma jornada de uma humilde cabana a um grande palácio, testando os limites do que é suficiente.
Numa manhã ventosa à beira-mar, um pobre pescador lançou sua linha nas ondas cinzentas. De repente, um puxão! Um lampejo prateado!
Um peixe cintilante falou suavemente: “Por favor, me solte. Não sou um peixe comum — sou encantado.” O pescador piscou, depois sorriu gentilmente. “Nade livre.”
Quando ele contou à esposa em sua cabana torta, ela ofegou. “Você pegou um peixe mágico — e o soltou?!” Ela bateu as mãos na mesa. “Volte! Peça algo!”
O pescador arrastou-se até a praia. “Peixinho, peixinho do mar”, ele chamou, “minha esposa quer um desejo de ti.” O mar cintilou verde.
O peixe emergiu, com os olhos calmos. “O que ela deseja?” “Uma casinha aconchegante”, disse o pescador. “Vá para casa”, disse o peixe. “Ela já a tem.”
E lá estava: uma bela cabana com venezianas azuis, fumaça saindo da chaminé. A esposa bateu palmas, depois franziu a testa. “É muito pequena.”
“Vá de novo”, ela insistiu. “Peça para ser uma nobre dama em um grande castelo.” O pescador hesitou, mas o mar já brilhava em turquesa escura.
“Peixinho, peixinho do mar…” ele sussurrou. O peixe apareceu, com a voz baixa. “Ela tem o seu desejo.” Quando ele voltou — lá estava um castelo cintilando sob o sol.
A princípio, a esposa riu de alegria, vestindo sedas e pérolas. Mas ao anoitecer, seus olhos brilhavam mais que as joias. “Rei! É isso que devo ser em seguida.”
O coração do pescador afundou. “Isso não é o suficiente?” Mas ela o acenou em direção à porta. “Vá!”
O mar agitou-se, ficando preto, enquanto ele gritava a rima. O peixe subiu, com as escamas agora opacas. “Vá para casa”, disse ele calmamente.
Uma coroa dourada cintilava na cabeça de sua esposa. Trombetas soaram. Servos se curvaram. No entanto, ela não estava sorrindo. “Eu quero mais”, ela sibilou. “Eu quero governar o sol e a lua!”
O pescador correu para a praia. O vento chicoteava a chuva em seu rosto. O mar rugia selvagem como um trovão. “Por favor — ela quer demais”, ele implorou.
O peixe subiu uma última vez, com os olhos tristes como o luar. “Vá para casa”, disse ele, “para o que era.” Então desapareceu sob a tempestade.
Quando o pescador chegou à aldeia, o castelo havia sumido. Apenas sua velha cabana torta estava à beira do mar cinza-azulado. Sua esposa chorava suavemente, acariciando a mesa gasta. E lá fora, as ondas rolavam — infinitas, calmas e sábias.
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